Brama Veda


Novo amanhã

A felicidade caminha lado a lado com a ignorância.

Ao passo em que aprendemos certas coisas ficamos amargos.

Na medida exata de palavras insensatas, tudo acaba.

Faz muito que enxergo o tempo passar.

Há tempos que vejo pelas largas janelas dos ônibus o triste mundo que nos rodeia.

 

Um mundo feio de gente feia que me chateia.

Um mundo cão sempre na contra mão

Mundo a favor da desordem e do caos

Destruidor de homens e formador de bandidos

Mundo...

Que faz do jovem um novo ladrão

Destruindo toda uma nação

Levando nosso povo sempre em perigosa contra mão

Eu, quando ainda criança, sentado em minha calçada.

Nunca havia imaginado o que viria a ser uma estação de metrô

Nas andanças com meu pai ou meu tio Vicente, nunca havia notado o transito.

Ao ir para a escola não percebia a miséria a minha volta.

Más, é fato que já existia, só eu em minha idade ingênua não via.

Ou ainda, via, mas não enxergava, não percebia.

Nunca poderia imaginar o que ainda viria.

O tempo passou e já sei utilizar o metrô que nem sabia que existia

Minha calçada mudou um pouquinho, pois há anos que não vejo as estrelas que tanto gostava de ver.

Muitas são as pessoas que passam a todo o momento e hoje há um elemento que não sai do nosso cotidiano.

O medo.

O transito caótico piora a cada ano e a única informação nova é que sempre há uma nova avenida interditada pelos inúmeros carros. A moda agora é o transito dentro do bairro.

Já não ando mais de carro com meu pai, pois o mesmo não sai de casa por nada e meu tio só me acompanha em pensamentos visto que já esta no plano espiritual há algum tempo.

Minha ingenuidade ainda existe em certos momentos acompanhados de muita tolice, atos falhos e erros que perduram em acontecer pelo fato de não saber lidar com certas situações.

Hoje, sinto uma tristeza infinita por ter escolhido o caminho sem volta da lucidez. Caminho este que me divide em dois. O caminho da Alteridade que promove o enxergar do outro, ou ainda, a extinção da diferença. E um outro caminho desesperador que me faz enxergar a triste constatação de que sem tragédia jamais teremos progresso.

Duplo caminho e... Um peso enorme por gostar da idéia do trágico ainda ser nossa única alternativa. 

Que o novo amanhã se escreva diferente e emergencialmente hoje, pois o ontem que vi deixou de acontecer.



Escrito por André Maronna às 23h42
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JESUS

E então eu o vi na multidão
Os muitos dos povos tinham recolhido em volta dele
Os pedintes gritavam, os leprosos chamaram-no
O homem velho não disse nada
Olhou fixamente apenas sobre ele
Todos indo para baixo ver o Senhor Jesus
Todos indo para baixo

Veio então um homem antes que seus pés caíram
Sujo, o leproso disse e soou seu sino
Sentiu a palma de uma mão tocar em sua cabeça
Vai vai agora agora você é um homem novo preferivelmente
Todos indo para baixo ver o Senhor Jesus
Todos indo para baixo

Toda começou com os três homens sábios
Seguiu uma estrela fêz exame da capela
E feito lhe ouvido durante todo a terra
Nascido era um líder do homem
Todos indo para baixo ver o Senhor Jesus
Todos indo para baixo

Música ''Jesus'' tirada do cd Queen.



Escrito por André Maronna às 17h16
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Acerte o maldito Bush

 

Se você como eu detesta esse ''ser'' classificado equivocadamente de ser humano, acerte o sapato que muitos gostariam de ter jogado.

http://charges.uol.com.br/game_ver.php?game_pk=37

 

fonte: www.charges.com.br - 16.12.2008. 23:12hs

 



Escrito por André Maronna às 23h12
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Niilismo

A pura redução ao nada que nos leva ao simples nada.

Nada é tudo no momento do nada.

Tudo é muito quando se tem nada.

A menor percepção de si chega a ser tudo.

Ocorre que em segundos nada mais faz sentido.

Tento me recompor e finjo entender minha existência.

Tolice! O nada me atrai com todas as forças e tudo que sei, é não saber.

Triste percepção realista que de nada serve quando o envolvido sou eu mesmo.

Vida simples regada de amor e ódio.

Amor ao belo e ódio àqueles fatos que me sufocam.

Sufocante e delirante

Tem sido assim por todo o sempre

Pois sinto como se fosse todo o sempre, o último dia vivido.

E a esperança renasce em olhos brilhantes viajantes

Olhos regados de amor, carinho e muita percepção.

Percepção do simples que me faz envergonhar

Vergonha por pensamentos tolos que a verdade fez questão de esclarecer

Tolos atos talvez imperceptíveis que assim foi para que eu mesmo pudesse aprender.

Atos quase em extinção de puro amor

Amor de verdade... Sem julgamentos, sem maldades e cheio de verdades.

Amor ao próximo

Amor ao belo

Amor ao principio máximo de alteridade

Um enxergar do outro além de minhas atuais compreensões

Uma forma mais que bela que surgiu da mais pura e verdadeira vontade de crescer.



Escrito por André Maronna às 22h29
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IDENTIDADE

 

 

Estava em meio a pensamentos e lembranças de minha viagem a Argentina recordando-me de como fomos bem tratados por lá e quanta história bacana sempre teremos para contar.

Ocorre que embora tenhamos tido uma excelente estadia, é perceptível como o povo Argentino que já viveu altos e baixos e está acostumado com essa situação, tem em si uma arrogância natural.

Trata-se de um país que até pouco tempo atrás chegou a ser a terceira economia do mundo e que devido aos inúmeros imigrantes que lá se instalaram, possuem até hoje a fama de ser a Europa da América Latina.

Certo dia quando estávamos indo ao estádio do Boca Juniors, vi um anuncio de uma banda de rock local e fiquei curioso com o nome da banda. Acabei anotando e já nem me lembrava mais tal anotação quando leio em meus papeis ''La Argentinidad al palo''.

Argentina de Pau é uma música do grupo de rock Bersuit Vergabarat que faz uma critica muito forte ao próprio povo brincando com a mania de grandeza do Argentino.

A musica diz que os Argentinos tem a Avenida mais larga do mundo, o rio mais amplo, as mulheres mais belas e ainda o melhor doce de leite do mundo. Foi o primeiro pais a utilizar impressões digitais em 1892 para identificar o autor de um crime. Produziu em 1920 o primeiro longa metragem de desenho animado além de criar uma forma de armazenar sangue, o que viria a ser muito utilizado na primeira guerra mundial. Enfim, a musica nos mostra a mania de grandeza do povo argentino.

Ainda citando a musica tem uma parte bem interessante onde o grupo faz uma homenagem aos grandes nomes do país criticando e debochando alguns nomes. O Pais de Che Guevara, Maradona e Gardel é o mesmo que produziu Jorge Rafael Videla (chefe do golpe de 1976), que comprou o mundial de futebol de 1978 e ainda que elegeu presidentes corruptos e ineficientes. Detalhe... No caso do mundial era uma tentativa de desviar as atenções para os crimes da ditadura.

Enfim, os Argentinos sempre tão politizados gozam de uma educação primaria gratuita e muito boa, possuem conhecimentos holísticos em sua grande maioria e, no entanto pela história e alguns artigos que li, perdem normalmente para si mesmos, pois são tão egocêntricos e tão inteligentes que pecam pela cegueira e inércia.

Talvez sirva como consolo para nacionalistas brasileiros o fato de uma população inteligente, culta e ativa politicamente ser menos eficiente que nossa burra e triste realidade, pois ou eles são tolos demais por enxergarem apenas o próprio umbigo ou nós carecemos de interesse publico para pelo menos entender o que ocorre em nosso bairro.

Acredito que nós, brasileiros, com nossos inúmeros problemas morreremos de mãos dadas com nossos irmãos argentinos que diferentes ou não, como nós, carecem da falta de origem, pois somos como eles, a herança de um povo principalmente italiano que após as grandes guerras trouxeram sua cultura e invadiram nosso meio com suas crenças, manias e dilemas.

E nós continuaremos sendo o país do futebol, do tango e por ai vai...Nada mais!



Escrito por André Maronna às 00h25
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BRASIL, Sudeste, SAO PEDRO, Tatuapé, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Política, Artes e Cultura
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