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Retrocesso Necessário

O dia até começou bem, mas logo que despertei, o que seria uma alegre noticia de encontro entre amigos virou mal estar e o clima já deixou aquele engasgo por todo o dia. Tentei mesmo triste deixar de lado a decepção que sentira e retomando o contato aos poucos notei aquela frieza que me entristeceu ainda mais.

Achei melhor deixar de lado os pensamentos que tanto me maltratavam e o dia correu bem enquanto eu atendia muito dos clientes com seus inúmeros problemas.

 

Porém passados os problemas das pessoas a minha volta, já estava na rua e ainda visitaria rapidamente o amigo Toninho, mas não aconteceu, pois o desanimo tomou conta de mim e o único caminho que vi foi o da minha casa.

 

Chegando, vejo o velho Pingo sempre feliz com nossa singela presença e aquele carinho todo me fez repensar muita coisa, pois somos tão egoístas que não suportamos o bem do outro, e um cão pode tomar porrada, levar bronca, ficar triste, passar fome, segurar o xixi e ainda assim quando sente nossa presença quando ainda estamos a muitos metros de casa, já começa a abanar o rabo com uma felicidade impar que se renova a cada encontro diário.

 

Que inveja! Leva uma vida simples, come e dorme. Faz seus passeios pela manhã, a tarde e seu coco esta garantido com passeio noturno.

 

Ganha seu adorado ossinho, e seus bifes estão sempre a lhe dar o devido prazer agraciado ainda por nossos carinhos quando permitidos por ele.

Enfim, enquanto magoamos por pouco e com coisas sem nexo, invejo o cão que tanto amo pelo simples modo de existir e pelo enorme significado que tem em nossas vidas!

 Trata-se da mais pura simplicidade irracional que tanto imbeciliza o comportamento humano, e nós seres pensantes já idealizamos como seria bacana viver a base de osso, carne e passeios diários.



Escrito por André Maronna às 20h47
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O ESPELHO

 

Simplesmente acordo e aos poucos percebo que um lindo dia já começou

Manhã com temperatura agradável e logo me vejo de pé, feliz e pronto para iniciar outro dia, porém... Meu espelho me condena!

 

Já na rua, caminho só, e unido aos meus pensamentos me alimento de lembranças longínquas e também recentes, onde de certa forma estou agradando ao ego sustentável imaginável. De repente, olho para o lado e o pequeno espelho do carro me condena.

 

Continuo caminhando e meus sonhos são relembrados em mente fértil, porém, a simples lembrança do espelho me condena.

 

Já estou no trabalho e na espontaneidade do cotidiano me vejo animado e sinto-me útil, porém no primeiro momento de ócio me vejo novamente em pensamentos alucinantes. Olho aliviado por todos os lados não vendo nenhum espelho.

 

A jornada de trabalho se encerra e pensamentos vão e vêm de forma alucinante... Estudos, trabalhos, metas, casa, namoro, contas... Penso... Penso e nada! Só a auto-imagem é preservada e neste momento nada me condena. Estou preservado na esfera do inatingível imaginário.

 

Consigo finalmente anestesiar minha alma simplesmente observando e ouvindo o barulho dos carros. É a primeira vez no dia que me sinto em paz!

 

Ainda me sinto confuso tentando entender o que se passa e na ausência do maléfico espelho tento conseguir segundos de lucidez.  

 

Percebo então que na verdade o espelho só reflete o que é visto a olho nu e que enxergamos simplesmente o óbvio, logo... O óbvio é o que me condena!



Escrito por André Maronna às 01h16
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M O D I F I C A N D O

No último sábado estive com Vanessa na nova casa de minha irmãzinha. Lá estava também meu irmão, mamãe, Dona Vanda e é claro o Marcos e o menino Victor.

 

Meu cunhado Marcos fez questão que fossemos comer uma pizza para estrearmos o novo lar e fomos agraciados por momentos de paz e harmonia. Senti também uma vibração muito boa, pois sem dúvida estávamos bem amparados.

 

Brinquei bastante com o sobrinho e sai de lá muito feliz, pois para cada brincadeira que fazia era agraciado com uma gargalhada gostosa e um sorrisinho carinhoso.

 

Comemos uma deliciosa pizza e conversamos um pouco enquanto todos exceto eu e Marcos estavam hipnotizados com a novela. Enfim foi um encontro de certa forma simples, sem nenhum tipo de formalidade, mas ficou em minha mente uma questão que trago como necessária.

 

Eu nunca havia sentido tamanho prazer em estar na presença da família. Senti até uma emoção que acabei por controlar enquanto comia deliciosa pizza e ficou nítido para mim que como eu, todos erram demais, e que é necessário à presença do novo para que as coisas se modifiquem.

 

O sobrinho fez diversas modificações e a primeira delas foi me dar antes de qualquer coisa, o prazer de conviver na presença de minha irmã e meu cunhado. Compartilhamos na casa de minha mãe momentos bem divertidos onde as diferenças foram respeitadas e a proximidade foi encarada como algo bom.

 

Escreve aqui uma pessoa estereotipada que descobriu na aceitação do outro um amor incondicional por uma criança.

 

E acreditem ou não, mas em um mundo onde cada vez mais as pessoas ficam distantes, poder ter a presença de meu sobrinho me traz a alegria de uma inocência impar fazendo me acreditar que não podemos desistir do ser humano.

 

Seres humanos, pessoas alienadas e ou criaturas isoladas que são simplesmente seres humanos, falhos e causadores de conseqüências, mas que diante dos olhos e sorrisos de uma criança nos faz perceber que dias melhores são possíveis, porém é necessário o desprendimento acerca do medo e da vergonha para dizermos e repetirmos o quanto amamos o outro. Seja por afinidade ou simplesmente por que enxergamos o outro como semelhante.



Escrito por André Maronna às 01h12
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Cinismo Necessário

Ódio

 

Uma palavra feia e cheia de verdades

 

Quantos de nós não temos esse sentimento constantemente?

 

O problema é que crescemos com a idéia de que o ódio é algo ruim e que não devemos senti-lo em momento algum!

 

E é muito fácil viver sem odiar as coisas não é mesmo?

 

Afinal vivemos em um excelente país onde as pessoas têm bons hospitais, e só procuram um particular quando fazem questão! Saúde publica é prioridade. Vocês têm de ver como nossos idosos são bem tratados.

 

Falando em idosos... Que aposentadoria espetacular! Às vezes da até vontade de ficar velho logo só para ter o prazer de receber o dinheiro tão bem destinado.

 

Na educação... Dá orgulho viu! Temos uma educação de ponta que visa principalmente tornar os jovens de hoje homens de verdade amanhã, questionadores e formadores de opinião!

Em nossas escolas, uma coisa é certa. Temos sempre a certeza de que ao menos homens responsáveis e honestos teremos, pois como todos sabem ética, moral e cidadania esta na ponta da língua, não é mesmo crianças?

 

Nossa segurança então é espetacular, afinal nem sei pra que existe tanta policia se não a utilizamos nunca, pois nossos bairros principalmente os da periferia são muito seguros. Dizem que existe milícias e tráfico de drogas nos extremos da cidade... Eu honestamente não consigo acreditar, pois nunca sequer sofri um assalto e nunca senti medo ao sair de casa.

 

Bom, também, para que sair de casa com tanta coisa boa na televisão? Brasileiro gosta de inventar não é mesmo?

 

Enfim, quando era criança achava que tudo era de mentira e não é que hoje continua igual? Quer dizer, ainda não sei se realmente estou sonhando, ou se isso é o efeito da droga moral-virtual alucinógena que uso todos os dias para não ter lucidez suficiente para enxergar o buraco fundo e cheio de lixo em que vivemos.

 

Acho mesmo é que o alucinógeno não pode acabar nunca. Não suportaríamos a verdade!



Escrito por André Maronna às 21h29
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Nesta vida, o que me da mais prazer são os raros momentos de felicidade!

 

André Maronna



Escrito por André Maronna às 22h18
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Limitada Felicidade

Simplesmente acordei e parecia que estava sonhando, pois tinha a nítida sensação de estar acordado, mas insistia em não abrir meus olhos.

 

Ouvia o barulho dos carros e sentia que já era dia, mas não conseguia abrir os olhos e isso me incomodava. Coloquei as mãos no rosto e machuquei meus olhos forçando um movimento que não poderia.

 

O pior então se anunciava! Cego!

 

Por um momento parecia amparado por algo que não saberia descrever e me coloquei imediatamente a pensar no que faria!

 

Senti raiva, ódio, desejo incontrolável de sumir e uma sensação de impotência maior ainda. A simples tarefa de descer as escadas passou a ser o maior obstáculo.

 

Por ironia do destino, estava só e não podia reclamar ou chorar para ninguém! Fiquei só, sentindo o cheiro do meu cão amigo e imaginando sua imagem projetada no local que me era familiar pela lembrança imediata. Passo então a prever locais onde ia tateando de forma tranqüila e precavida percebendo com tristeza que o resto de minha vida seria desta maneira.

 

O telefone toca e só de ouvir a voz do outro lado começo a falar ininterruptamente causando espanto e curiosidade uma vez que nunca agira desta forma. Começo contando que faria uma viagem e me vejo descrevendo as avenidas, paisagens e cartões postais de algumas cidades da América do Sul. Percebo que nunca mais poderei ver locais que sonhara a vida toda conhecer. Percebo que mais do que conhecer esses locais não poderei nunca mais estudar como o fazia, pois meus livros nunca mais terão a valia que sempre tiveram. Como poderei me especializar no que sempre sonhei, como poderei ser um professor sendo cego... Como iria me atualizar? Como faria para montar as aulas? Enfim, tudo é desesperador... Meu sobrinho cresceria e eu perderia toda essa fase apenas ouvindo as pessoas comentarem o quanto cresceu e o quanto é bonito sorrindo!

 

Como iria encontrar com a minha Avenida Paulista sem ver o Masp, ou ainda, passear no Parque Trianon contemplando a natureza em meio à avenida mais representativa de São Paulo.

 

Como seria possível enxergar as adversidades que tanto me encantam e entristecem? Não sei como lidar com isso!

 

Como faria para encarar a pessoa que tanto amo não podendo mais ver o lindo brilho de seus olhos? Como me justificaria por ter deixado de lhe mostrar tantas coisas bonitas que sempre estiveram a nossa disposição e que nunca ousamos conhecer?

 

Como me conformar por ter me permitido deixar de viver em alguns momentos para sustentar momentos não meus, torpes e sem valia alguma? Até onde valeu a pena fingir viver num momento de existência simples e vazia?

 

Hoje vazios são os meus pensamentos que não conseguem ver cores nem gestos, muito menos pessoas. Como poderei sobreviver sabendo que terei apenas de esperar a morte? Sabendo que o futuro me reserva apenas a escuridão! Paisagens escuras, imagens turvas sem definições e um imaginário que guarda como se fosse uma foto, momento ainda vivo na mente que levarei para sempre como últimas sensações que vi em vida.

 

Pelo menos a chuva ainda seria sentida da mesma forma que sempre fiz uma vez que sempre fecho os olhos e contemplo essa maravilhosa sensação.

 

No mais, me sinto só... Sem perspectivas e com um medo maior do que eu... Algo que não combina comigo, mas que já é mais forte que eu.

...

 

Hoje, enquanto escrevo, sinto que ao acordar tive a melhor sensação que se pode ter que é a certeza de poder enxergar e ao mesmo tempo sinto uma tristeza enorme por perceber nessa ausência criada pelo inconsciente em meu sono que tenho muito mais do que poderia querer e que a visão é sim, um grande limitador, mas que só cabe a mim, viver aproveitando cada segundo de vida.

 

O quanto deixamos de fazer? E por nada!

 

Momentos de incerteza aliados ao medo são limitadores da felicidade!

 

A felicidade é o único motivo para vivermos nesse plano espiritual, portanto se vamos viver em função do medo é melhor fazer logo as malas para o além, pois aqui, sendo assim, continuaremos sendo ninguém!

 



Escrito por André Maronna às 10h25
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Papo de louco

Não!

Porque Não?

Não... Tem certeza?

Hum... Entendi!

Do lado de lá eu acho!

O que?

O que está falando?

Deixa pra lá!

Você é louco?

Hoje é quarta-feira

Meu Deus!

Difícil heim!

Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer.

De mussarela, por favor!

Cara, você é louco!

E quem não é? Rs...

Não consigo entender o que diz

Abra a boca então!

Nossa... Agora você forçou heim!

Cuidado... Vá devagar, se forçar pode doer!

Doer o que? Santo Deus, daí paciência!

Qual seu nome mesmo?

Heim?

Seu nome... N O M E?

Meu nome nome? E eu que sou louco! Rs...

Quantos nomes acham que tenho?

Bom, agora vou dormir! Faço isso todo dia!

Jura?

É, e ainda almoço, tomo banho, escovo os dentes enfim! Faço muitas coisas!

E por que não morre? Faça-me esse favor!

E eu que sou louco! O que acha que estamos fazendo em sua casa enquanto sua família se diverte sem nos notar?

E eu é que sou louco!

 



Escrito por André Maronna às 23h17
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Princípios Basicos

Um homem instruido jamais será escravo.

Um homem instruido jamais será influenciado

Um homem instruido jamais trairá sua lingua, seu povo.



Escrito por André Maronna às 23h41
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VERDADES

 

Um mundo no mínimo curioso separa a verdade absoluta da quase verdade. É um mundo paralelo entre a verdade imaginaria e a verdade latente original.

 

Uma verdade demonstrada em situações de desconforto, de aparente insegurança habitual, tornando óbvio que algo de diferente existe.

 

Quando digo que há algo diferente, trata-se de simples constatação involuntária até certo modo e simples demonstração de mundo obscuro e necessário.

 

Sei que sei por inúmeras demonstrações, e a duvida perdura em demonstrar a verdade ou, esperar que a verdade seja colocada à luz do esclarecimento.

 

É uma mistura confusa entre a necessidade de entender o fato e o medo de confrontar-se com a verdade que se sonha, em descobrir sua real e aparente inautenticidade.

 

Seria a forma correta de agir, mas que nos conduziria ao final de um enlace longínquo baseado em atitudes protetoras e porque não dizer maledicentes a todos os envolvidos.

 

Infelizmente somos viciados e nos sujeitamos a uma overdose cotidiana de fuga constante da realidade.

Viva a hipocrisia!



Escrito por André Maronna às 23h56
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INTEGRIDADE

Diante do vazio existencial que sentimos todos os dias quando fingimos viver neste mundo manipulado, onde um lado manda e o outro obedece, de forma simples e passiva, um super-herói surge com palavras corretas, linguajar pausado e invejável elucidando a todos nós seres alienados e nunca questionadores ideais revolucionários.

 

Trata-se do herói imaginário que nos colocaria frente a frente com a justiça que também conhecemos justamente inexistir aos olhos comuns como o seu e o meu.

 

Um herói que adoraria fazer justiça com as próprias mãos, mas que se assim o fizesse, admitiria que esse caminho seria incorreto mesmo sendo o único viável em situação de terrível tolerância.

 

Este super-herói que sonhamos existir nos tiraria de nossa utopia convencional arrancando a todos de seu conforto cotidiano habitual e da tranqüilidade baseada na repetição.

 

Convite à lucidez? Talvez! Mas em mundo de escolhas lhe conforto caro leitor com a possibilidade de continuar embriagado. A loucura às vezes nos ajuda a fugir da realidade. Até mesmo daquelas bem superficiais!

 

Alguém disse um dia que palavras oferecem um meio para o significado e para aqueles que a escutam a iniciação a verdade.

 

Ocorre que este é um problema mais crônico do que conhecido. Os artistas por exemplo ousam transformar mentiras em verdades. Já os políticos, utilizam a mentira para encobrir qualquer rastro da verdade.  

 

Um Governo deveria ter medo de seu povo, mas nos dias de hoje ocorre simplesmente o contrário e é revoltante vermos idosos que muito fizeram por este país receberem R$465,00 tendo de gastar muito mais que isso com remédios enquanto deputados e outros políticos inflacionam seus salários fazendo com que nosso país possua a folha de pagamento publica mais onerosa do mundo.

 

Sei que é utopia sonhar com igualdade sabendo que o capitalismo não permite mais esse caminho, mas se ao menos valorizássemos a educação, talvez teríamos no futuro um principio de melhora coletiva.

 

Esta na hora de pararmos de buscar culpados. Precisamos nos olhar no espelho, pois somos o puro reflexo da passividade.

 

Precisamos salvar o único patrimônio que ainda temos... Nossa Integridade!

 



Escrito por André Maronna às 21h20
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Passeio no Horto Florestal

Hoje eu e Vanessa tivemos um dia bastante especial, pois visitamos um lugar que a muito queríamos ir e ainda conseguimos a excelente compania do amigo Andrews e sua esposa Nani. Fomos ao Horto Florestal.

 

Passamos uma manhã agradabilíssima onde andamos bastante, conhecemos todo o parque, tiramos muitas fotos e é claro, nos divertimos muito!

 

 

Conversa sempre agradável, falávamos de todos os assuntos possíveis imaginários e aos poucos íamos descobrindo um pouco da história do parque enquanto contemplávamos magnífico ambiente.  

Descobrimos que o parque abriga o palácio de verão do Governo do Estado e que lá foi berço para a criação do serviço florestal que hoje é um orgão vinculado ao Governo.

 

A linda paisagem do parque é composta por inúmeras espécies como eucalipto, pinheiros entre outras que não saberia distinguir e parece-me que são muitos os animais residentes no parque, porém só vimos o macaco-prego, garças, tartarugas e uma família de capivaras.

Enfim, tivemos um dia maravilhoso rodeados de cultura, história, natureza e fechamos o passeio com deliciosa água de coco servida na entrada do parque.



Escrito por André Maronna às 22h46
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Alguns Textos antigos nunca publicados

 

ALMANAQUE

A vida é como um almanaque de férias da turma da mônica. Nele reunimos aquilo que há melhor e que ocorreu durante o ano todo.

E ano após ano aprendemos principalmente o que não devemos fazer!

Janeiro/2005

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Amo Segunda Feira

Logo pela manhã já é possível notar o desânimo e descontentamento das pessoas. Que bom seria se agradesséssemos pelo trabalho.

Todos saem de suas casas com péssimo humor e nos trens do metrô a cena fica ainda mais evidente. Que bom que acordamos mais um dia!

Um simples olhar ja sai atravessado e torna-se motivo para encrencar! Pisar no pé de alguém então...ai ai! A intolerância ainda reina no cotidiano.

Tem aqueles que dormem... Aqueles que babam... Que nojo! E é claro, não poderia faltar aquelas mulheres que mesmo irritadas não dispensam uma bela produção! E lindíssimas suavizam o ambiente pesado. E eu observando a tudo e a todos sigo rumo ao escritório. Feliz por mais um dia em busca do novo.

Já no escritório, a história não é muito diferente pois logo que nos juntamos começam as lamentações e as histórias do final de semana. Prefiro apenas observar!

É mais um dia simples e cotidiano onde deixamos de fazer a diferenças perdendo tempo com assuntos e situações não tão importantes assim.

A vida é para ser vivida e não lamentada!

Janeiro/2005

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Nossa existência é a desculpa que precisamos para errar quantas vezes for necessário.

Nossa vida somente vale a pena quando temos propósitos regados de amor e bondade!

 

   



Escrito por André Maronna às 16h58
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Seja bem vindo ao mundo Victor Marona

Este muleke de nome Victor Marona é o meu sobrinho que nasceu ontem (07/01/2009) e fez principalmente as vovós se emocionarem bastante com sua chegada.

Seja muito bem vindo !



Escrito por André Maronna às 18h00
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Bom Começo

                      

Era para ser somente outra passagem de ano, mas ocorreu que 10 ou 20 minutos após a meia noite, enquanto alguns se embebedavam e comia todas aquelas guloseimas da ocasião, eu me juntava com tio Ba, Valdir, vô Severo e o Tita e começamos a conversar.

Sempre que paramos para conversar o papo vai longe e tratamos de diversos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, política, futebol, viagens, experiências e conhecimentos gerais. Religião também foi assunto e trouxe muitos questionamentos como tem de ser.

Papo agradável... Perdemos completamente a noção de horário. A primeira vez que olhei no relógio passava das 2 horas da manhã. A conversa continuou e me lembro de que neste momento falávamos sobre filmes e cada um comentava algum filme que teria chamado demais a atenção e assim passamos mais algum tempo falando.

Olhei novamente as horas e passava das três e meia da manhã quando nos demos conta de que todos já haviam ido dormir. Recordo-me que minha sogra nos avisou que a cama estaria pronta para o descanso noturno, porém a conversa estava tão empolgante que nem lhe demos atenção. Parecíamos crianças encantadas com brinquedo novo.

A conversa comia solta  e muitos assuntos já haviam sido abordados quando percebemos que o relógio já passara das cinco horas da manhã. Em tom de brincadeira não acreditávamos o quanto já havíamos falado. Pouco depois o vô Severo foi dormir e ficamos ainda jogando conversa fora quando Igor apareceu dizendo não conseguir dormir pelo nosso barulho e juntou-se a conversa.

Política, América do Sul, Estados Unidos, Cuba, Governo Lula, prefeitura, educação, televisão, religião, filmes, circuitos culturais, musica, shows, viagens... Inúmeros os assuntos já tratados e neste momento já havia desistido de dormir. O dia clareou e resolvemos sair da cozinha e fomos para a praça em frente à casa do sogro. Lá devido ao horário fomos agraciados com inúmeras visitas que iam de vizinhos a puxadores de carros da região passando por catadores de latinhas.

Neste momento, tio Valdir já estava no segundo sono e ficamos apenas eu, Ba e Tita. Terceiro poder foi o assunto do momento e consumiu inúmeras observações quanto a organização, causas, conseqüências e principalmente como conviver com uma situação cada vez mais evidente em toda a periferia.

Enfim, tive uma experiência única onde foi possível conversar com pessoas com nível de conhecimento holístico elevado, onde a diferença foi respeitada e a cultura de cada um destes ''personagens'' contribuiu para o crescimento e amadurecimento. Diria que o ano começou muito bem, pois a dialética é a forma mais elevada de buscar e proporcionar conhecimento e sendo este um caminho favorável ao saber pude ainda ter o carinho e o respeito de pessoas simples, amáveis e apreciadores de uma boa conversa.

Viva o conhecimento!

 



Escrito por André Maronna às 12h59
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Novo amanhã

A felicidade caminha lado a lado com a ignorância.

Ao passo em que aprendemos certas coisas ficamos amargos.

Na medida exata de palavras insensatas, tudo acaba.

Faz muito que enxergo o tempo passar.

Há tempos que vejo pelas largas janelas dos ônibus o triste mundo que nos rodeia.

 

Um mundo feio de gente feia que me chateia.

Um mundo cão sempre na contra mão

Mundo a favor da desordem e do caos

Destruidor de homens e formador de bandidos

Mundo...

Que faz do jovem um novo ladrão

Destruindo toda uma nação

Levando nosso povo sempre em perigosa contra mão

Eu, quando ainda criança, sentado em minha calçada.

Nunca havia imaginado o que viria a ser uma estação de metrô

Nas andanças com meu pai ou meu tio Vicente, nunca havia notado o transito.

Ao ir para a escola não percebia a miséria a minha volta.

Más, é fato que já existia, só eu em minha idade ingênua não via.

Ou ainda, via, mas não enxergava, não percebia.

Nunca poderia imaginar o que ainda viria.

O tempo passou e já sei utilizar o metrô que nem sabia que existia

Minha calçada mudou um pouquinho, pois há anos que não vejo as estrelas que tanto gostava de ver.

Muitas são as pessoas que passam a todo o momento e hoje há um elemento que não sai do nosso cotidiano.

O medo.

O transito caótico piora a cada ano e a única informação nova é que sempre há uma nova avenida interditada pelos inúmeros carros. A moda agora é o transito dentro do bairro.

Já não ando mais de carro com meu pai, pois o mesmo não sai de casa por nada e meu tio só me acompanha em pensamentos visto que já esta no plano espiritual há algum tempo.

Minha ingenuidade ainda existe em certos momentos acompanhados de muita tolice, atos falhos e erros que perduram em acontecer pelo fato de não saber lidar com certas situações.

Hoje, sinto uma tristeza infinita por ter escolhido o caminho sem volta da lucidez. Caminho este que me divide em dois. O caminho da Alteridade que promove o enxergar do outro, ou ainda, a extinção da diferença. E um outro caminho desesperador que me faz enxergar a triste constatação de que sem tragédia jamais teremos progresso.

Duplo caminho e... Um peso enorme por gostar da idéia do trágico ainda ser nossa única alternativa. 

Que o novo amanhã se escreva diferente e emergencialmente hoje, pois o ontem que vi deixou de acontecer.



Escrito por André Maronna às 23h42
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